A Raça

A existência da Raça Cachena ao longo dos tempos, comprova a importância que este bovino sempre desempenhou. Acreditamos até que este foi um dos fatores determinantes na manutenção dos espaços agro-florestais envolventes e na permanência das populações no seu local de origem.

A Raça Cachena (ou popularmente designada por Cabreira, Carramelha ou Vilarinha), é portuguesa e é talvez a raça bovina mais pequena do mundo. O seu habitat natural resume-se a zonas de alta montanha. É uma raça que, pelo efetivo que apresenta, se encontra em vias de extinsão.

A definição do seu perfil passa essencialmente pela altura ao garrote, forma dos cornos, comprimento da cabeça  e pela coloração da pelagem. Um bovino cacheno deverá apresentar altura igual ou inferior a 1 metro e 10 centímetros, os cornos em formato de parafuso ou saca rolhas, com secção circular e o comprimento da cabeça (perfil reto), não deverá exceder o dobro da distância entre as arcadas orbitárias. A cor da pelagem define-se entre tons mais claros e escuros do castanho.

O Produto

Destaca-se pela sua tenrura e sabor único, . Apresenta uma cor rósea claro ou pálida, vermelho claro ou escuro, de acordo com a idade do animal ao abate. Pouca gordura intramuscular, de coloração branco suja, de consistência firme e ligeiramente húmida, aspeto que denota suculência. De paladar ímpar, as suas características relacionam-no inequivocamente com o meio natural onde é produzido e com a forma de produção verificada.

Os Produtores

São, sem dúvida, os principais intervenientes nas zonas de montanha e na consequente preservação da Raça Cachena. É dela que vivem e é devido e eles que esta raça ainda existe.

Há efetivamente um princípio inabalável: a interação produtor/animal possibilitou o desenvolvimento e preservação do território.

Gente afável e determinada, com posturas assentes no respeito pela terra e seus efetivos, possibilitam, pela sua recetividade a novos conceitos e novas formas de intervenção, um intercâmbio cultural de importância inigualável

O Solar da Raça

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A Tradição

A tradição de produção da carne de bovinos da Raça Cachena é comprovada pela evolução e permanência desta raça ao longo dos tempos e também pelos registos históricos da região e, em particular, das zonas de montanha.

Referências à Raça Cachena, surgem desde sempre, sendo que já em 1900, M. C. Rodrigues de Morais (edição: Le Portugal ao point de vue agricole) se referia a esta raça: “A raça Cabreira é uma raça de montanha; é a normanda de Portugal, pequena, robusta e sobria…”

A forma de exploração destes animais, demonstra uma intervenção equilibrada, sustentad, baseada em métodos de produção ancestrais, no domínio da produção pecuária.

A dualidade produtor/animal encontra-se de tal forma enraizada que se torna impossível ponderar a existência de um sem o outro.

A Marca

A Carne Cachena da Peneda – DOP, surge fundamentalmente da necessidade de proteção nacional e comunitária de um produto característico de uma região e de uma população específica.

Sujeito a um sistema de controlo e certificação que o acompanha, desde a produção até ao consumidor final, a garantia de genuinidade é total.

O regime  de controlo e certificação é instituído ao longo de toda a fileira produtiva, sendo cada carcaça ou peça, devidamente certificada, através de aposição, pelo organismo de controlo e certificação – CERTIS, da respetiva marca de certificação.